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O GMarx

Die Philosophen haben die Welt nur verschieden interpretiert; es kommt darauf an, sie zu verändern. (Karl Marx: Thesen über Feuerbach)

 
 
O Gmarx surgiu em 2009 como grupo de pesquisa vinculado ao Cnpq com o escopo de discutir os vários marxismos no âmbito da Universidade. Ele congrega estudantes de graduação e pós graduação, professores universitários, mas também estudantes ou autodidatas de fora da universidade. Plural nos seus debates, o grupo tem uma dinâmica em que as pessoas mais jovens (da Graduação) assumem encargos de exposição de textos.
 
O Gmarx se posiciona publicamente na defesa dos valores humanistas, da educação pública gratuita para todas as pessoas, a favor de cotas e procura integrar prioritariamente mulheres e negros, reconhecendo suas dificuldades em atingir tais objetivos.
 
O Grupo não impede a entrada de pesquisadoras e pesquisadores de diversas correntes teóricas, mas tem como centro de seus estudos a referência teórica marxista. Esta, de maneira alguma se afasta dos objetivos precípuos de uma instituição científica. Contêm, é verdade, elementos ideológicos como todas as demais abordagens científicas. A própria pretensão de objetividade de uma determinada disciplina científica ou de uma teoria já se configura como Ideologia.
 
Marx e Engels não só acompanhavam os avanços de diferentes disciplinas científicas, como usavam a linguagem das ciências naturais em suas análises econômicas. Conhecemos o recurso à teoria de Darwin por parte dos marxistas, mas uma das inspirações menos conhecidas de Marx foi a Geologia. O conceito de Formação Social foi inspirado em Lyell. No campo da Matemática pura Marx fez antecipações brilhantes. Segundo M. Morishima, ele deixou contribuições como os teoremas das matrizes não negativas entre outras. Nem por isso, Marx deixou de se vincular às correntes políticas que tinham por finalidade revolucionar a sociedade baseada no modo de produção do capital.
 
Hoje, estamos diante de dilemas maiores como a crise ambiental, os limites da expansão do capital e a miserabilidade e a violência que acometem a maioria da população do planeta. Rosa Luxemburg já assinalava a incapacidade do capital se acumular superando a contradição entre poupança e investimento. Ele o faz em áreas externas, através da demanda do Estado e do militarismo. Henryk Grossmann, por seu turno, lembrou que sob circunstâncias constantes, a taxa de lucro das empresas aumenta ou diminui no sentido inverso ao preço das matérias primas. Ora, o recente ciclo de valorização das commodities, as grandes obras de infraestrutura necessárias para seu escoamento do Brasil para o exterior, a violência empregada contra ambientalistas e povos indígenas e quilombolas, e as agressões ao meio ambiente não deixam de conferir relevância política e atualidade para os estudos marxistas deste tipo.
 

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